sábado, 10 de janeiro de 2009

Discos favoritos de 2008

demorei um bocado pra fazer uma dessas listinhas de final de ano publicadas imediatamente antes do fim de dezembro, mas eu peço desculpas, minha memória ultimamente anda falhando e seria muita injustiça se eu esquecesse de algum álbum que me fascinou em algum momento do ano mesmo que por algum instante.

não gosto mais de top 10, a base agora é nos 5 mais legais que eu ouvi, sem ordem de preferência e sem nenhuma surpresa (ou não):

Portishead - Third
Third

podem dizer o que quiserem, esse disco é lindo de morrer, mas de uma forma diferente da que conhecemos. a estranheza das batidas é algo que me encanta. atenção especial às faixas: "the rip", "hunter" e "machine gun"... daquele jeitinho de portishead todo doce de volta à ativa.

Pulse State - With a Single Step


um disco ótimo reunindo 9 faixas produzidas entre 2003 e 2008 de uma banda nada conhecida, mas muito eficiente no que diz respeito à música eletrônica de qualidade e EBM (electronic body music - resultado da fusão synthpop + industrial, como juntar queijo e goiabada, no sentido de ser uma delícia saca?). lembra o som do VNV Nation, parece ser até uma continuação saudável da discografia do Vitória não Vingança. mas o melhor de tudo: eles disponibilizaram o disco NA ÍNTEGRA em seu site oficial. os nerds musicais agradecem.

Russian Circles - Station


GRRRRRRRRRRR. post-metal, math-rock, post-rock, math-core, que seja, o hífen foi banido mesmo (a não ser que a nova regra ortográfica também se aplique a tags medonhas de usuários sem noção na last.fm). o que me alivia é que a banda, que fez tour com o pelican, seus conterrâneos no ano passado, emerge a esse tanto de rótulos e hipóteses colocados em cima de seu trabalho, que nada mais é do que uma bela idéia do que é o rock instrumental feito com ritmo, sincronizações e vontade de tocar, com isso esbanjando pézinhos em pedais de distorção, repetições ad infinitum e cabeleiras batendo em ritmo alucinante. a capinha também é de dar água na boca, uma fotografia de um grupo de soldados da guerra posando para uma foto que futuramente tornar-se-a uma lembrança a toda uma nação. épico, talvez meu disco favorito do ano, mas só talvez...

The Sound of Animals Fighting - The Ocean and The Sun

um disco de rock, como era de se esperar. me chama a atenção, não só pelo nome criativo, mas também a criatividade desse disco que supera qualquer expectativa de uma fã de rock (como eu), contando com isso com uma infinidade de surpresas e distorções e dedilhados e... oh, estou sendo pernóstica. música pra se ouvir sozinho, com fones de ouvido se agraciando no final de um dia turbulento.

Mogwai - The Hawk is Howling


disco mais do que hipnótico de uma banda que eu particularmente adoro e a qual vou sempre acompanhar. nesse disco, mogwai se propõe a voltar um pouco às origens da banda, lembrando um pouco seu terceiro disco, o "rock action", ora com momentos intensos de sonoridade como em "batcat", segunda faixa do disco cujas guitarras quase destroem a audição do (in)feliz que a ouvir, ora em "thank you space expert", penúltima música pra relaxar um pouco depois de "scotland's shame", essa que é verdadeiramente esfregar o cerebelo na brita. os nomes das faixas também são algo que chamam a atenção, ou talvez o que MAIS chama a atenção no disco a primeira vista, tais quais as apaixonantes "the sun smell too loud" e "i love you, i'm going to blow up your school". (L)

Okey

após o breve recesso final-de-ano-festinha-regrado-a-excessos (só porque eu peguei birra da reforma ortográfica... e não mais poderei fazer do uso do hífen, continuo a provocar a norma gramatical só pra encher lingüiça!). eis que tomo vergonha na cara e continuemos a programação normal deste tão-bem-amado espaço de uso divagador da palavra...

na verdade eu não fiz nada muito útil nos últimos dias a não ser provocar meu irmão ao limite para que ele vá comigo ao show do radiohead, comer um montão de cookies de chocolate que aprendi a fazer, e ouvir todas as músicas que não ouvi no último ano, ou que passaram batidas porque eu estava preocupada com outras coisas. coisas essas que, verdade seja dita, não foram mais nem menos importantes que o assunto em questão.

esse ano, o ano do rato, segundo o famigerado calendário chinês, fazendo um panorama geral, mesmo que esquecendo de boa parte devido à memória ótimamente seletiva desta que vos escreve, foi como qualquer outro, com seus momentos bons e ruins (embora os últimos pra variar ofuscassem os primeiros de uma maneira ou de outra). não nego que foi um ano que me trouxe diversas pessoas fantásticas para junto comigo, as quais, de acordo com uma promessa feita a Santo João Batista, protetor dos amigos e da amizade, não desgrudarão de mim de maneira alguma.

aí você chega e me pergunta: e as tais metas? foram cumpridas?
eu respondo com as seguintes, prometidas em 31 de dezembro de 2007, cumpridas ou não:

- aprender a dirigir: ainda não. alguém tem "coragem" pra vender em conserva?
- criar um bicho de estimação: não estava planejado a chegada de um tão cedo. e logo um mais esperto do que muita gente que eu conheço
- ler 50 livros: nem de perto consegui chegar a essa marca. li 18, e faltando algumas centenas de páginas de mais dois. o resultado, porém, é satisfatório perto dos irrisórios 8 lidos em 2007.
- aprender a ter o hábito de baixar séries de televisão e gravá-las adequadamente de forma organizada: consegui! mesmo faltando mais um milhão de séries que ainda quero assistir (ter só tv aberta em casa é uma merda!).
- se adaptar a uma nova vida, um novo curso, uma nova cidade: sim, salientando os bons hábitos que esses ítens me trouxeram, como beber mais cerveja, por exemplo.
- assistir às missas regularmente: infelizmente, não. minha mãe que o diga...
- criar novos hábitos alimentares: sim, mais bacon, menos alface!
- praticar exercícios físicos regulares: não foi por opção, mas a bicicleta e a caminhada diária foi por extrema necessidade.
- aprender novas línguas (alemão e italiano): alemão eu peguei alguma base, e digo isso do básico do básico, não me peça pra cantar uma letra do Rammstein, por favor! o italiano certamente quero provar nesse novo ano...
- ter planos e, acima de tudo, esperança: talvez o mais importante de todos, que sempre vai fazer parte de qualquer meta, plano, promessa de uma vida melhor, ou que nome você gostaria de dar a isso, e que é melhor do que qualquer coisa.

postado ao som de: sparklehorse - happy pig (ao vivo)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Então, é Natal...

aqui em casa há muito tempo não se comemora o Natal. não como o tradicional Natal é comemorado. antigamente vinham meus familiares, minha mãe preparava um monte de comida gostosa, farofa com vários ingredientes misturados, peru natalino, vários tipos de frutas sobre a mesa forrada por uma toalha rubro-verde, presentes e tudo o mais que o figurino manda.

ontem não foi diferente. meu pai comprou um pedaço de picanha, cerveja, vinho. nada de panettone, uva passa (já que eu como uva passa o ano inteiro, adouro!), fruta nenhuma, ave sem-graça nenhuma e foi ótimo. estávamos com a família da cunhada, só entre nós, na mesa. comemos, bebemos, esperamos dar a meia-noite para desejarmos o "feliz natal" e cada um foi para sua devida casa.

tá certo que a minha mãe ainda enfeita toda a casa, o que é muito estranho. ela adora esses papais-noéis em miniatura que dançam, rebolam e fazem a festa, arma uma árvore de natal imensa no meio da sala, compra todo ano aqueles negocinhos que ficam pendurados na porta do lado de fora da sala, luzinhas, e etc. de certo modo, acho que ela ainda é ligada a todo esse tradicionalismo de classe-média. e eu, a cada ano recebo menos presentes, o que me leva à conclusão que eu estou ficando velha.

não ouvi a Simone cantar "então é natal...", não vi o especial do Roberto Carlos, não lembrei da missa do galo, cinco minutos antes de sair de casa ainda estava entretida no "A Estrada" do Cormac Mccarthy (ô livro bão, viu), e também não mandei, nem recebi cartão de natal nenhum, diferentemente de alguns Natais passados. por outro lado comi bastante rabanada, que eu fiz, logicamente, pois minha mãe não sabe (ou não gosta) fazer.

mas de qualquer maneira, feliz natal, a quem comemora ou não!

postado ao som de: R.E.M - man on the moon

Pills, powders & passion play

Hey, I know your face,
I've seen you on some TV-show
then we laugh and bullshit on
it's a hollow scene with a sickening glow

but we still tag along
with our pills & powders & passion plays
and we somehow feel relief
about halfway through the second case

now here comes Judas with his halo on
giving away the secrets of the trade
feeling all alone
filthy rich from the hits that he's made

and in his bedroom
hang the posters of the heroes he once had
faded, yellow, brittle and old

I'll get the Port out
and I'll drink to all the hopes that I once had
before I go to bed to dream on....

but we still tag along......... etc

*Download*

Postado ao som de: Motorpycho (with Jaga Jazzist Horns) - Pills, powders & passion play

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Felinicidade

vou contar uma histórinha. nas férias passadas (leia-se mês de julho) um serzinho branco de manchas amarelas e pretas de pouco mais de 30 cm apareceu na garagem, fazendo um estardalhaço danado. além de se enfiar embaixo das rodas do carro do meu pai, cismou de ficar lá durante um tempo indeterminado à contagem de tempo usada pela raça humana, o que se deu numa exasperada vontade no meu pai de dar um fim ao felino em questão (o que logo depois também foi constatado que o tal felino era um felino fêmea ou uma felina, mas eu não tenho certeza se essa palavra existe, então whatever).

de um salto consegui tirar a criaturazinha da garagem, salvando-a. ela, tão dócil quanto uma javali-mãe protegendo seus filhotes. a gata arranhou-me in-tei-ri-nha, queria porque queria vingar-se de não sei o que em mim, talvez das injustiças sociais que ela sofrera por parte daquela conhecida população que não gosta de gatos, e por sua mãe, esta que não pode prover o sustento necessário aos seus rebentos e portanto deu-se no direito de largá-los. ou o dono da desconhecida progenitora fez o serviço sujo pelo motivo ultra-citado, enfim, voltando ao assunto, depois de ter me esquivado de suas perigosas unhadas, tratei de alimentá-la pois ela, como uma vira-lata legítima beirava a anorexia compulsória. tive dó neste momento. meu coração fica ultra dolorido em duas situações: a primeira é ver bichinhos passando fome na rua e a segunda é quando a cerveja não gelou o suficiente no freezer.

depois de seis meses, meu amor felino continua firme e forte aqui em casa pois eu sei que ela me ama reciprocamente. talvez de uma forma diferente, eu sei. ela é a primeira gata que eu tive. confesso que não era tão ligada nesse bichinho, mas aí quando ela vem de mancinho, e cai na minha graça, no meu charme, fica tão fácil.

pra terminar, uma pílula de sabedora, mesmo sendo do Bukowski, que embora gênio para alguns, eu só considero superestimado ou só um velho tarado que tinha um bloquinho de anotações, mas que adorava escrever sobre gatos. especialmente sobre os nove com quem ele dividia seu apartamento.

"É bom ter um monte de gatos em volta. Se você está mal, basta olhar pra eles e fica melhor, porque eles sabem que as coisas são como são. Não tem porque se entusiasmar com a vida, e eles sabem. Por isso, são salvadores. Quantos mais gatos um sujeito tiver, mais tempo viverá. Se você tem cem gatos, viverá dez vezes mais que se tivesse dez. Um dia, isso será descoberto: as pessoas terão mil gatos e viverão para sempre."
- Charles Bukowski

postado ao som de: ritchie - fala (por osmose)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Doutor Plínio

-alguma queixa?
-ãhn... não... quer dizer, eu ando sentindo um pouco de cansaço e monotonia... nada demais. eu ando sentindo dores de cabeça, tipo constantes. principalmente pela manhã, vc sabe...
-(esfrega a cabeça careca)
-...
-pois bem...
-(começo a brincar com a alça da minha blusa)
-suas dores são constantes?
-mais ou menos, não são constaaaaantes... na verdade eu nunca lembro a média...
-bem... você vai fazer os exames e...
-e...?
-sim, você faz os exames e...
-(começo a pensar em falar que ele já disse isso, o que eu queria era o que ele ia dizer em seguida e que pelo menos completasse uma porra de uma sentença, mas achei melhor ficar quieta. vai que ele me acha uma mal-educada)
-tome algum analgésico caso sinta qualquer desconforto.
-ok.
-e venha buscar os exames... ãhm... quando eles ficarem prontos.
-ok, mas e o cansaço? o que pode ser?
-bem...
-(eu não devia ter perguntado)

após um cinco minutos ele responde. ele é um pouco senhor de idade, acho que ele está pra aposentar. disse que não pode saber a partir dos meus sintomas. mas me alertou que eu preciso diminuir a cafeína de todo santo dia. eu falei pra ele que era um pouco viciada e que era difícil parar e ele disse pra diminuir de qualquer maneira. enfim.
eu devia ter feito medicina.

postado ao som de: the twilight singers - the killer

Me pouke, vai



Em todos os lugares há idiotas. Geralmente é a maioria.

Verdade inequívoca essa.
Não que eu ande por aí achando que as pessoas são idiotas, observando caras e diálogos pra dar o meu carimbo de stupid people em suas testas adolescentes. Feita a ressalva, realmente é uma verdade inconveniente.
Pode mesmo parecer ranzinza, coisa de nego mal-amado, implicância de desocupado.
Coisa bem simples de se fazer nessa pós-modernidade é encontrar um idiota, daqueles idiotas vocacionais. Faça login no seu orkut (que eu sei que você tem um), veja as atualizações da galera que você vai ver quantos estão se pokeando por esse mundo de meu Deus. Sim meu caro. Você aí que está alheio às novidades estranhas da internet, agora tem-se bonequinhos no profile, que você mesmo monta, na medida em que acha que um bonequinho baixinho e cabeçudo daqueles pode parecer com você de alguma maneira. É tipo um second life de pobre, no qual você simula diversas interações estranhíssimas com seus pares: Fulano deu um 'abraço de urso' em Ciclano, Joventino deu um tapa no traseiro do Maroquinha, Colegial-barbie.girl fez cócegas em Amiga-mais-sincera-de-todas, Bolero-gatinho-da-balada deu risada junto com Hardecore-de-óculos-quase-cult. Bem vindo ao nosso mundo virtual pós inclusão digital.

Diz-se que o Second Life não é jogo, é Simulador social. Ora, se já se pode dar risada, contar piada, fazer fofoca através de vuduzinhos, pra que ter uma vida social realmente real, afinal essa me parece assim muito menos interessante. Escrevamos em nossos teclados o script da nossa semana. Imagino o sentimento de irmandade que não devem ter duas pessoas que dão risadas juntas via Buddy Pokke. Sim porque a graça nunca acaba. Aquele momento ficou registrado em algum byte aleatório pela internet, e essa ainda não é a graça maior.
O grande barato do 'Buddy Pokke' (além da grande semelhança com o Chuck, claro) é na verdade a vontade de mostrar pro mundo o quanto você é bem relacionado com as pessoas, o quanto aquela sua amiga é essencial pra você (essencial se tornou a palavra mais digitada do orkut), o quanto vocês são zuera dando risadas juntos (nóis é foda!), e quantos 'bafões' da galera vocês compartilham juntas, dado o grau de intimidade nuclear que vocês têm.
Afinal, 'tecnologia existe pra salvar o homem do fim, se você estiver triste, delete a tristeza assim'.

Juventude, vá ler nelson rodrigues e deixe de ser besta.

Nota da editora:
Texto gentilmente cedido pelo Jorge, meu enviado especial da nossa Terra Brasilis.

(ps: e eu ainda acho que a versão natalina do BuddyPoke não passa de uma conspiração a nível mundial de interesses duvidosos, escreve o que eu tô dizendo).

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

belo & sebastião

acontece que eu não consigo pensar em outra coisa a não ser no fato de que o belle & sebastian, apesar de não se comparar aos discos anteriores, me faz sentir mais humana (blergh, essa foi péssima, eu sei, e emo, e tudo o mais que você pode imaginar em valores sentimentais). e digo mais ainda: se eu fosse uma banda eu ia ser como o belle and sebastian. mas como eu não sou, felicidade minha ou não, volto à minha programação normal.

obviamente eu não sirvo muito bem pra fazer resenhas altamente fidedignas portanto creio ser possível aos pseudo-leitores denotar que tudo isso aqui não passa de uma mera divagação costumeira de uma mente desocupada sobre um assunto que eu não domino, mas que eu gosto e é isso o que importa. ponto.

e lembrando também que o Jorge não gosta muito dos textos das bandas que eu acho bacanas. ora, mas também quem mandou ouvir a mallú magalhães?

a coisa mais linda dessa banda de Glasgow é que as melodias, além de harmoniosas e cutes, ligam-se totalmente às letras, essas um pouco de agri-doces, já que falam sobre relacionamentos ferrados e coração partido, em sua maioria. música de fossa, pra ser bem sincera. eu não vou me delongar muito a esse respeito. ouçam e sejam felizes. o que houve anteontem é que eu não tinha me ligado que havia um disco de covers da banda circulando na net, tipo já há dois anos. eu possivelmente devo ter ouvido mas me esquecido, e o disco foi-se embora junto com a maldita formatação do começo do ano passado a qual me levou à tristeza profunda ao ver todo o meu trabalho nerdístico de procura por bandas malucas indo ralo abaixo...

ouvindo o tal "a century of covers" eu percebi o quanto o disco é todo delicioso, as gravações são divinas, e as bandas, apesar de garageiras-lo-fi-quem-se-importa-com-elas-senão-elas-próprias, conseguem trazer muito do espírito belleandsebastiano (habla sério... vc curtiu essa, vai...). as músicas que mais me chamaram a atenção no disco são: a primeira, em italiano, versãozinha de "get me away from here i'm dying" aqui chamada de "portami via di qua sto male" da banda Pertubazione; "Sleep the clock around" também merece menções honrosas feita pela banda Mr. 60, só porque gravaram uma das minhas favoritas... ah "The Fox in the Snow" com Lucid Evening Sky quase me levou às lágrimas... quase.

todo mundo sabe que essa coisa de fazer tributo, além de perigosa, pode ser muito indigesta. é um disco bacaninha que você pode ouvir no carro, por exemplo, sem correr o risco de sofrer um acidente porque ouviu uma curtição com a cara dos escoceses e ficou puto. nada disso. sem muitas surpresas (até porque eu acho essa coisa de inovar músicas já consagradas uma tremenda sandice), mas com um gosto todo especial de fofurice que fez dessa banda uma das minhas favoritas.


postado ao som de: canadians - like dylan in the movies (nota mental: pesquisando melhor sobre a banda, descubro que ela não é canadense, mas sim do "país da bota") ;)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

do poder do "bullying"

então que ontem (domingo) começou o primeiro dia dos três que ocorrerão as provas do vestibular da Unesp, disputando vagas para o ano que vem. o dia das barrinhas de cereal, garrafinha de água mineral, nervosismo, unhas roídas e fiscal mostrando as instruções ao aplicar a prova. enfim, tudo aquilo de estranho, cuja impotência você sente ao olhar os ponteiros do relógio voando e mostrando que você tem pouco tempo e não completou nem 50% da prova. a luta contra o relógio, sim, pois ele que vai determinar se você fará a prova tranquilamente bem, ou já vai se preparando pra pôr sua mente em ordem para o próximo vestibular, no ano seguinte.

eu, no total, passei por este tormento 3 vezes. 3 anos com as barrinhas de cereal, a garrafinha d'água e as fiscais, todas umas mocréias chatas pra cacete prontas pra levar você para a forca. tá, eu tô exagerando. lembro que no segundo vestibular (em 2006) eu fiz a prova e fiquei esperando na calçada pelos meus pais que iriam me buscar de carro em seguida à prova. e eu fiquei lá esperando, sentadinha, com meu mp3 player tocando uma música qualquer do Death Cab For Cutie super de goods quando me aparece uma menina, de aproximadamente 8 anos, um anjo de menina. ela sentou do meu lado e começou a zoar o meu cabelo (que na época era vermelho) e o meu tênis que também era vermelho, despropositadamente combinando! aí era agüentar o "pé vermêio" e "estrainha do cabelo de fogo" repetidamente e exaustivamente até chegar o carro do meu pai, finalmente, uma meia hora depois dela aparecer pra me torrar o pouco que sobrou da minha paciência pós-vestibular...

conclusão: fique longe de crianças, a menos que tenha certeza de que elas não irão te morder.

postado ao som de: the sad snowman - my wandering days are over (belle and sebastian cover)