
domingo, 15 de janeiro de 2012
O Perfume

terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Amor depois da morte
Férias
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Teoria da mulher previsível
Ok, que minhas metáforas hoje estão tão péssimas, ou, digamos, "previsíveis".
Mas outro dia eu falo mais dessa teoria, tão aplicável nos dias de hoje, porque agora eu vou ao cinema.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Um dia de protesto
Protestar é uma forma válida de libertação.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Coisas que te irritam pt I (de XLVII)
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Blogchiatrist
Oi, meu nome é Karina e eu gosto de qualquer coisa com ketchup.
Oi, meu nome é Karina e eu como todos os vegetais e frutas.
Oi, meu nome é Karina e eu planejo uma alimentação saudável.
Oi, meu nome é Karina e eu gostaria de ter feito Ballet.
Oi, meu nome é Karina e eu quero aprender a tocar todos os instrumentos musicais.
Oi, meu nome é Karina e sei tocar um pouco violão.
Oi, meu nome é Karina e eu coleciono hq's.
Oi, meu nome é Karina e eu acho o óbvio e o comum tão irritantes!
Oi, meu nome é Karina e eu prefiro a noite ao dia.
Oi, meu nome é Karina e eu estudo em outra cidade.
Oi, meu nome é Karina e eu pretendo morar na capital.
Oi, meu nome é Karina e eu tenho um Twitter.
Oi, meu nome é Karina e eu aprendi recentemente o que faz um "Ornitorrinolaringologista".
Oi, meu nome é Karina e acho toda a obra do Will Eisner o "masterpiece" da arte.
Oi, meu nome é Karina e eu prefiro levar a dar um pé na bunda.
Oi, meu nome é Karina e eu gosto de música clássica.
Oi, meu nome é Karina e eu ri de cair lágrimas quando descobri a existência da saga de "Wagner & Beethoven".
Oi, meu nome é Karina e eu estudo em uma Universidade Pública.
Oi, meu nome é Karina e eu não aguento ouvir falar em "Socialismo" nos dias atuais.
Oi, meu nome é Karina e eu sou meio nerd.
Oi, meu nome é Karina e meu humor é um bocado peculiar.
Oi, meu nome é Karina e eu odeio salões de beleza e mulherzices em geral.
Oi, meu nome é Karina e eu ainda assim sou vaidosa.
Oi, meu nome é Karina e eu sou míope.
Oi, meu nome é Karina e eu sou boa ouvinte, embora raramente as pessoas colaborem para que meus ouvidos ouçam coisas agradáveis e/ou úteis.
Oi, meu nome é Karina e estou pensando em participar de um grupo de estudos.
Oi, meu nome é Karina e eu gosto de conversar com as poucas pessoas de quem eu gosto.
Oi, meu nome é Karina e moro com pessoas incríveis.
Oi, meu nome é Karina e já me ferrei bastantão com pseudo-amigos.
Oi, meu nome é Karina e ainda tenho um pouco de fé na humanidade.
Oi, meu nome é Karina e eu creio em Deus, independentemente de qualquer coisa.
Oi, meu nome é Karina e tenho amores platônicos.
Oi, meu nome é Karina e a maioria deles eu acabo esquecendo rapidamente.
Oi, meu nome é Karina e o meu gênero de metal favorito é o Doom Metal.
Oi, meu nome é Karina e eu tenho mais amigos que amigas.
Oi, meu nome é Karina e eu prefiro assim.
Oi, meu nome é Karina e eu gosto do meu nome.
Oi, meu nome é Karina e eu tenho sobrenome de pessoa rica, mas não tenho um tostão no bolso neste exato momento.
Oi, meu nome é Karina e o seu não!
Oi, meu nome é Karina e gostaria de conhecer o Kevin Smith.
Oi, meu nome é Karina e o meu Perpétuo favorito é a Morte.
Oi, meu nome é Karina e eu sempre faço dramas existenciais.
Oi, meu nome é Karina e pretendo trabalhar em Editoras.
Oi, meu nome é Karina e eu tenho uma boa coleção de livros.
Oi, meu nome é Karina e eu compro livros demasiadamente, mas nunca sobra tempo para que eu os lesse da maneira que gostaria.
Oi, meu nome é Karina e eu faço o meu melhor, ainda que poucas pessoas ainda dêem créditos a isto, ou ao valor de pequenas coisas.
ouvindo: lungfish - nation saving song
domingo, 26 de abril de 2009
hi, i'm 21 and I don't feel nothing.

daí que, voltando ao assunto, essa mesma amiga me recomendou o Personare, um site especializado em mapa astral e numerologia e o diabo a quatro e eu resolvi me inscrever pra ver qual é, pra ver o que os astros (lol) me dizem sobre isso. aí está, grifando as partes mais absurdas:
"Em nosso aniversário a vida se renova, pois entramos em nosso "ano novo pessoal". As atenções se voltam para nós, resgatamos nosso brilho de alma. É claro, aproveitar ou não este momento depende de você.
Que tal fazer resoluções para este novo ano que se inicia? Eu sei, você dirá que muitas outras vezes no passado você fez resoluções e planos que não conseguiu cumprir. Isso realmente é chato, e pode lhe tirar o estímulo, mas você já parou para pensar o que está por detrás das resoluções que não se tornaram reais?
Em primeiro lugar, e acima de tudo, é preciso considerar a qualidade natural do ano, Karina. A palavra "considerar" vem do latim "considerare", e significa "estar com o céu". Antes de fazer planos, é preciso verificar qual é a qualidade do céu para aquele ano! Pois a cada aniversário ganhamos um "mapa astral novo", um mapa simbólico que aponta as correntes mais rápidas e adequadas para se navegar no rio das nossas vidas.
Uma coisa é certa, Karina: neste período do seu aniversário, sua força pessoal se renova. Você está realmente com um poder maior para realizar seus desejos, intentos, interesses. Mas não são quaisquer intentos. É preciso ouvir o céu, saber ler o que os planetas estão dispondo para você neste ano. E existe uma forma de fazer isso: é conhecendo a sua REVOLUÇÃO SOLAR, uma interpretação astrológica que vai de um aniversário ao outro, revelando as predisposições naturais para este ano em específico. Que tal fazer as resoluções certas desta vez, considerando o que o céu dispõe?"
gostaria de salientar que isso me deixou absurdamente mais otimista. ainda mais sabendo que estou prestes a encontrar minha Revolução Solar, ou o que raios isso significa, anyway.
ouvindo: Neurosis - Locust Star
sábado, 11 de abril de 2009
Gramaticalizando
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
[redação feita por uma aluna de Letras da UFPE, que venceu um concurso promovido na área de Gramática da Língua Portuguesa].
